Alimentação Consciente

 

Consciência reflete tudo em que acredito.

Ter consciência de quem sou, do que quero, do que não quero, para além da consciência alimentar, física, emocional e psicológica. Estarmos conscientes de nós próprios e do que nos rodeia é fundamental para sermos sinceros connosco.  

Acredito numa Alimentação Consciente, porquê? Estarmos conscientes do que precisamos, do que queremos e do nosso estado de saúde é o ponto de partida para entender o papel da alimentação e o seu poder para nos ajudar (ou desajudar) a cumprir os nossos objetivos (sejam eles quais forem). 

Alimentação Consciente passa por ter consciência… 

. do impacto dos alimentos no nosso corpo – se opto por comer refeições já prontas e altamente processadas ou se repito sempre as mesmas refeições vou ter carências nutricionais; se consumo açúcar em demasia, já sei que os meus níveis de toxicidade e inflamação internos serão bastante elevados; se consumo demasiados líquidos ou fruta vou criar maior humidade no meu corpo que darão origem a mucosidades; 

. da interdependência da nossa alimentação e das nossas emoções – se consumo demasiados laticínios estou a promover o meu apego; as substâncias viciantes como o álcool ou o açúcar adormecem-nos e anestesiam o nosso pensamento;  

. da pegada ambiental que deixamos com os alimentos que compramos – posso comprar biológico, mas se este alimento fizer uma viagem de 10.000km para chegar até ao meu prato estarei a ser consciente neste consumo?; Privilegiar alimentos de época é crucial, assim o nosso corpo estará preparado para os receber. Comer morangos no Inverno parece-me pouco natural, pois estes alimentos não foram produzidos no seu tempo e clima. Estaremos a ingerir fruta cheia de pesticidas e fertilizantes, certo?; 

E Alimentação Consciente aplica-se também ao que escolho colocar no meu prato. É uma refeição completa e responde a todas as necessidades que tenho? Hidratos de Carbono, Proteína, Vitaminas e Minerais: onde os vou buscar ou quais os alimentos mais adequados à minha condição de saúde? E se opto por uma alimentação vegan, como tenho proteína completa? É preciso ter consciência da importância da nossa alimentação e dar-lhe a devida atenção, pois podemos evitar ou mitigar muitas situações de menor saúde.  

É importante variar para garantir que não entramos em carências nutricionais, que habitualmente temos quando não ingerimos todos os grupos alimentares com a devida regularidade.  

E, para além de ter consciência do que como, é importante ganhar consciência da forma como preparo e cozinho o que me nutre. Os métodos de confecção também potenciam as nossas emoções e a nossa energia vital! Serão os salteados rápidos que nos dão mais energia e a comida de forno a nossa comfort food?

E ganhar consciência do nosso corpo e do que nos pede? Se tenho dificuldade em levantar-me de manhã ou em adormecer é sinal de que algo não está a funcionar devidamente. Como a cozinha me pode ajudar? É uma relação interdependente, pois na verdade somos apenas um corpo formado a partir de várias fontes (a física, a emocional, a psicológica, etc) que reflecte todos os efeitos que sofremos em cada vertente. Estar atento aos sinais – entre os quais o sono, a vitalidade ou a memória – é também vital para nos ajudar a escolher o que comer em determinado dia.    

As nossas necessidades mudam diariamente. Somos cíclicos (as mulheres ainda mais!) e tendo consciência disso (mais uma vez 😊) será mais fácil de alinharmos o nosso corpo físico ao resto!  

É sobre estes (e outros 😊) temas que vamos falar no dia 22 de Setembro, no Workshop de Alimentação Consciente Pós-Férias.  

Gostaria que fosse uma manhã de partilha e de muitas gargalhadas!

Deixa o teu contacto abaixo caso queiras mais detalhes.  

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